sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Paizinho

Eu: - Este fim de semana consegui fazer uma coisa que não fazia desde o início do ano!
Pai bonecal: - Tomaste banho!!!

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Dos meus 40

Foi um dia cheio. Sábado dia 26 amanheceu chuvoso, depressa se tornou verdadeiramente invernoso, e à hora de irmos para o jantar caía uma tromba de água tal que houve convidados que temi fossem levados pela enxurrada e não me aparecessem. Mas apareceram, todos os 37, e juntos ficámos com a taberna do Castelo de Palmela - o Bobo da Corte - só para nós. Deixo-vos algumas fotos de uma noite muito feliz rodeada dos meus do coração, da infância à idade adulta. Digno de registo ficou termos adiado cantar os parabéns já com as velas acesas por acharmos que o meu primo estava obstipado na casa de banho (o desgraçado tinha ido dar uma volta ao castelo) e o discurso de Mãezinha, que incluiu a seguinte frase: "Fico muito feliz por saber que uma filha com tão mau feitio tem tantos amigos!" imediatamente antes de se ter encolhido ao me ver precipitar-me em direção a ela para lhe arrefinfar um abraço. Ao que eu disse "Vêem como ela achava que eu lhe ia bater?" Enfim, cá coisas nossas.

Já vos disse que foram uns momentos muito felizes?







As fotos são da nossa amiga Tânia Afonso, que conseguiu não só tirar-nos a foto mais bonita que temos como casal, mas também que a minha cara de palerma tenha ficado ligeiramente menos palerma.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Guia prático para atacar estrategicamente a Black Friday

Decidi que, dada a efeméride "Sexta-Feira Escurinha" que me tem deixado sem dormir derivado dos 300 mails por minuto de lojas a incentivar-me ao consumo, fazia sentido recuperar um texto que escrevi em tempos para a NiT e que penso será muito útil para o dia de hoje.

Serve este auxílio abnegado sobretudo para ajudar quem quer atacar em raide lojas com vários pisos e secções. É que as ditas podem ser um verdadeiro puzzle para quem não se encontra munido das armas e táticas militares para uma campanha bem sucedida. No fundo, a ideia é delinear um plano de ação tal como se fôssemos para a guerra. Com a vantagem de podermos escolher o uniforme que mais nos favorece em termos de corte e cor. E de marca também, que isso é muito importante para a motivação das tropas. A diferença é que somos generais de um homem (ou mulher) só, porque a melhor estratégia será mesmo irmos sozinhas(os), sem forjar qualquer tipo de aliança. 

Tratemos agora dos pormenores operacionais.

Passo 1: avançar no terreno em emboscada de cima para baixo. Assim, se esmorecermos, não há como desistir, uma vez que temos mesmo de descer os vários andares se quisermos sair, ou arriscamo-nos a dormir na loja. Pensando bem, com algum distanciamento, isto até nem me parece uma ideia muito má.

Passo 2: ir de barriga cheia para resistirmos a parar para comer uma bucha e assim atrasar as hostilidades. Nesta guerra, aquele blusão de cabedal não espera por nós, e enquanto suprimos a necessidade absolutamente mundana e frívola de nos alimentarmos, já um inimigo de papo cheio avançou pelos flancos e se açambarcou com aquele vestido que tínhamos debaixo de olho para o casamento da prima de Alverca.

Passo 3: não nos deixarmos intimidar pela guerrilha inimiga de usar vozes de comando em altifalantes a convencerem-nos a aproveitar as promoções nas trincheiras, quer dizer, na cave -2. Não passa de uma vil manobra de distração para que andemos para cima e para baixo tipo barata tonta e recuemos no terreno.
Passo 4: se necessário, recorrer a uma lista de compras como no supermercado, em que se substitui o arroz por sapatos, a fruta por brincos e os detergentes por vestidos lápis com gola redonda, ombros estruturados e mangas a três quartos. Tudo em prol de um saque delineado com rigor, já dizia Sun Tzu.
Por último, não esquecer: lançar quando necessário a artilharia pesada, que é para isso que servem as unhas e os dentes. Nesta batalha, vale tudo até arrancar olhos e abocanhar com os caninos peças de roupa agarradas pelas tropas adversárias em época de saldos. Sem misericórdia.
Soldados, se com esta cábula não procederem a um enfeiranço bem jeitoso, em verdade vos digo que não tendes solução. Dedicai-vos em alternativa a atividades menos perigosas e que exijam menos planeamento estratégico, como por exemplo, olaria. Suja é mais, mas não se pode ter tudo.


quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Se a Caixa Geral de Aposentações sabe disto

- Não quero ir para a escola!!!!!!
- Mas tem de ser, todos temos o nosso trabalho, temos de ir todos os dias.
- Mas eu quero não ter trabalho como o avô!!!!!

Máinovo a descobrir os benefícios da reforma aos 5 anos. Vai longe este.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

20 coisas que aprendi com isto da maternidade

Pessoas, cá vai mais um exercício catártico relacionado com as criaturas amorosas que habitam lá por casa e que por mim foram paridas. Desta feita, uma espécie de lista (estamos a entrar na altura delas) com o que aprendi com eles e graças a eles. Benzósdeus, coisas máilindas de sua Mãe, que os ponho ceguinhos de tanto beijo naqueles olhos. Ora ide aqui a este link amoroso.


Et voilà

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Pobre filho meu

Meu rico filho máinovo. 

Pobre criatura que adormeceu no carro, na santa paz do Senhor, depois de um dia passado em brincadeira. 

Tadita da criança que, esgotado depois de horas na escola, se permitiu o aconchego nos braços de Morfeu e que foi carregado, cuidadosa e amorosamente no colo do pai, escada acima, foi despido, vestido com um fofo pijama, e colocado com toda a calma e carinho entre os lençóis macios e um edredão confortável. 

Desgraçado miúdo que, em estado semiconsciente, abre os olhos por ter sentido um beijo na testa, e dá de caras com uma tromba medonha, para ele irreconhecível pois não percebeu que era sua Mãezinha querida, coberta de máscara hidratante de cor branca, que lhe conferiu um ar de Gasparzinho, versão lar de terceira idade sem licença de utilização. 

Tenho para mim que houve um mini-AVC infantil. E estou até agora a auto-flagelar-me por isso. Mentalmente, porque ando apanhada aqui ao pé dos rins e temo que o auto-flagelo agravasse esta condição. Ai os 40 a aproximarem-se. Falta uma semana, já vos disse?!

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Mãe sofre #104

Máivelho - Trouxe o teste de Ciências, já o viste?
Eu - Ainda não.
Máivelho - Porquê? Não percebes nada do que lá está escrito?